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A libertação da mente da superstição

Português3 min de leitura

A libertação da mente da superstição

Através da revelação de Deus, Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) libertou a mente humana da superstição, do engano e da submissão a falsos objetos de adoração, bem como dos conceitos contrários à razão, como as afirmações de que Deus teve um filho humano que Ele sacrificou para expiar os pecados da humanidade.

Antes da vinda do Profeta Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz), a mente do povo árabe era dominada por muitas crenças e lendas incompatíveis com a razão sã e com o intelecto que não aceita o que é contrário à razão. Uma crença proeminente do período de ignorância pré-Islâmico era a de que a pedra ou a madeira esculpida por mãos humanas poderia beneficiá-los ou feri-los. Assim, eles adoravam esses ídolos juntamente com Allah ou em vez Dele. Eles temiam sua vingança e intimidavam seus subordinados, que em contrapartida fechavam suas mentes, incapazes de distinguir o erro da realidade, nessas questões.

Então Allah enviou o Profeta Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) com a religião do Islam, o que honrou o homem por sua inteligência e o tornou digno de responsabilidade pela s obrigações e proibições religiosas, enquanto isentava os mentalmente deficientes e as crianças ainda imaturas. O Islam promove e recompensa o indivíduo pelo uso de sua mente para descobrir fatos acerca do universo nos campos da ciência. E proíbe tudo o que afeta a clareza da mente, como vários tipos de tóxicos e drogas.

O Islam iniciou por purificar a doutrina religiosa da superstição e do engano. Seu credo se dirige à mente, para convencê-la da verdade propagada no Alcorão e para refutar as falsas crenças do povo ignorante, como a crença da pluralidade de divindades. Um exemplo está na afirmação de Allah :

“Allah não tomou filho, nem jamais houve com ele qualquer divindade. (Se houvesse), então cada divindade tomaria para si o que criou, e alguns deles buscariam sobrepujar os outros. Exaltado é Allah sobre tudo o que eles descrevem.” (23:91)

Esse argumento claro, em palavras tão concisas, mostra que o verdadeiro Deus é um Criador dinâmico que pode beneficiar Seu servo e protegê-lo de qualquer mal. Assim, se houvesse mais de um Deus, os outros também teriam criado e agido, de forma que haveria rivalidade entre eles. Um deles teria que sobrepujar o outro e tomar-lhe a criação, como fazem os reis deste mundo com seus reinos. E quando um não fosse capaz de subjugar os outros, poderíamos ter um entre três resultados:

· Cada um deles se prenderia a sua própria criação e soberania;

· Alguns deles eventualmente sobrepujariam os outros;

· Todos eles seriam subservientes a um soberano ou um Deus, que então teria completo controle sobre eles.

O arranjo dos mundos celeste e terrestre, sua inter-relação e sua operação de acordo com um sistema preciso que não muda ou se corrompe é a maior evidência de que há somente um administrador, além do qual não há outra divindade.

Um Senhor, que é o único digno de adoração, é o conceito mais aceitável às mentes inteligentes. Isto se coloca como contrapartida às afirmações de que Deus é parte de uma trindade ou à de que ídolos podem compartilhar Sua divindade e Seu direito de ser adorado somente. Assim, o que pode ser maior do que esse conceito cristalino de monoteísmo, que era então desconhecido, no tempo em que o Profeta da Piedade (Deus o abençoe e lhe dê paz) foi enviado à humanidade? E que crença acerca de Deus é mais compatível com o intelecto são do que este?

Publicado originalmente em mercyprophet.org

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